Quem sou eu?
Pergunta pertinente, porém sempre que respondo, deixo algumas lacunas vazias ou mal preenchidas.
Quem sou eu?
Dessa vez vou responder sem omitir fatos ou fantasiar minha personalidade.
- Sou um ser humano normal (OOOOHHH :O) Uma mulher que em diversas situações percebe que ainda não cresceu e que tem medo disso. A vida adulta é tão assustadora, em pensar que passei minha vida toda querendo isso: Independência. (Ignorei o fato de que independência é sinônimo de responsabilidades) Mas, se já cheguei aqui, retroceder é que não vou (Só porque essa possibilidade é inexistente) Então, por livre e espontânea pressão estou "crescendo". Eu sou uma pessoa com uma personalidade forte e única, e com um estilo bem variado. Adoro coisas que meus pais odeiam e recriminam: Tatuagens, piercings e tornozeleiras feitas por hippies; Gosto de roupas que valorizem meu corpo, e por morar em um país tropical gosto de como diz minha mãe: "O que sobrou de uma costura". kkk Gosto de roupas curtas, nem sempre é pra exibir, gosto só de ficar confortável, sempre que fico sozinha em casa, desfilo com um mínimo de peça íntima ou sem nada mesmo. Quem me conhece jamais pensaria que sou assim, porque não aparento ser o que gostaria de ser, danço conforme a música, e enquanto meus pais estiverem no comando, danço o que eles tocam, não é questão de ser "marionete", é só questão de respeito, de obedecer as regras da casa... sei lá. Quando eu puder pagar minhas próprias contas e ter meu próprio imóvel, ai sim, vou viver exatamente como desejo, meus pais gostando ou não. No geral, não me importo com a opinião das pessoas, mas meus pais? Bem, não consigo ignora-los, estou sempre com medo de machuca-los. E talvez por isso, eu me isole tanto, imagina como é torturante (se é que existe essa palavra) querer ser alguém e acabar sempre sendo outra pessoa (mesmo que eu nunca consiga ser o que eles esperam que eu seja) Resultado desses esforços: FRUSTRAÇÃO! Mas tudo é questão de tempo. Pouco a pouco, tenho sido mais eu, eles não andam aceitando muito bem, e olha que eu juro não houve mudanças radicais. Amo minha família, apesar de não saber demonstrar muito bem, apesar de inúmeras vezes desejar ter nascido em outro lar, apesar de odiar a arrogância do meu pai, a religiosidade da minha mãe e a ignorância de minha irmã, apesar de odiar vê essas três pessoas em pé de briga e sempre fugir pra não participar desses momentos fúteis, acho que já fui muito afetada na infância e isso reflete em minha vida hoje, não gosto de que aumentem o tom da voz comigo, automaticamente, sinto meus olhos encherem de lágrima, isso atrapalha muito minha vida profissional, odeio essa fragilidade e isso tudo é reflexo de crescer em uma família que vive em discórdia. Maaas, escolhemos como viver, escolhemos nossos amigos, escolhemos uma porção de coisas, menos onde nascer. Vamos a outro tópico: Vida emocional - Sou a mulher sedutora que se transforma em menina quando se apaixona. Sou a mulher que teve muitos amores, mas toda vez que se apaixona tenta se convencer que dessa vez é diferente e faz de tudo pra viver o inédito. Sou a mulher que tem medo de algo no amor, ainda não consegui definir o que seja, mas estou sempre em busca de aprovação, fazendo loucuras, e na maioria das vezes temendo dizer NÃO porque com essa palavra vem um sentimento de uma possível perda. Imaturo pensar assim né? É como eu disse: Ás vezes esqueço que já cresci. Já disseram que essa ânsia de ser aprovada e ser perfeita em tudo, são reflexos de experiências passadas, traumas... feridas ainda abertas... o que eu acho disso? Acho que tem um fundo de verdade, mas tento não usar isso como desculpa para meus comportamentos. Inúmeras vezes desejo buscar ajuda profissional pra tentar resolver assuntos inacabados e superar traumas da infância. Tipo essa minha sensualidade natural e essa sexualidade aflorada, esse desejo de ser sempre desejada por todos, esse medo de não satisfazer, de não ser boa o bastante ou de me preocupar tanto com o prazer do "outro" e esquecer do meu e ter que fingir tantas vezes que nada disso me afeta, e continuar sendo a mulher linda, sedutora e inabalável que todos em minha volta conhecem.
Eu gosto de ser o centro das atenções, gosto de ser desejada, gosto de dar prazer, gosto de beijos ardentes, mão boba e muita malícia. Gosto de fantasiar momentos que talvez não queira na vida real, mas gosto de fantasia-las e me satisfazer com isso. Gosto de beber de vez em quando pra ter coragem de ser um pouco mais EU depois culpar o alcool por minhas ações. Quando estou bêbada, gosto de fazer loucuras e gosto de público (Esse tipo de coisas, são coisas que meus pais morreriam se soubessem). Sou alguém que gosto de tantas coisas, gosto de dinheiro e riquezas, de bens materiais, do poder que proporciona, gosto da vida boa, adoro fazer compras, adoro ser presenteada, adoro ser conquistada, gosto de não ter que "suar" pra te-los, gosto das coisas fáceis, gosto de muitas coisas que a sociedade critica, gosto de tantas coisas que meus pais recriminam, ainda mais tendo pais tão religiosos. Já fui do tipo religiosa, e ainda acredito e temo muito a Deus, só que sei lá, com tantas mentiras, tantas doutrinas e regras, minha fé andou desfalecendo, a cada dia estou mais distante do que fui um dia. Sou o tipo de pessoa que foge da verdade, pois não quero ver meus erros, nem onde estou. A verdade é como um espelho, onde todas as suas imperfeições ficam visíveis. Eu sou uma pessoa comum, com uma vida secreta, e sei que existem muitas pessoas como eu, se escondendo de uma sociedade que não nos aceita como realmente somos. Sou o que quero que sejam e isso até que me faz bem, mas, queria ser quem realmente gostaria de ser e ser aceita da mesma forma. Queria ter menos medo, e isso vale pra TUDO, até mesmo vida profissional, tenho medo de tantas coisas, e caramba, como é dificil vencer estes medos. Queria ter mais coragem, queria encaixar de vez que TUDO PASSA e que todas as pessoas são apenas pessoas, então, não tenho motivos pra sentir medo. Queria que na prática isso funcionasse. Em fim, ainda tem tanto sobre mim, mas acho que já me sinto um pouco mais aliviada no momento, talvez volte com mais alguns desabafos mais tarde.
Por Lucca



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